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sábado, 9 de agosto de 2008

Corações partidos e hambúrgueres!







Conversando com um querido amigo um dia desses me surpreendi quando ele disse que eu deveria escrever um livro sobre os homens, ou melhor, sobre relacionamentos, pois, segundo ele, esse era assunto predominante nas minhas crônicas. Mais surpresa fiquei quando ele disse que me achava uma mulher antiga quando o assunto era relacionamento.
- Antiga? Como assim antiga?
- Bem. Digamos que você é um misto de mulher moderna e antiga. Moderna quando se trata da sua vida profissional, pois é independente e luta pelo que quer, mas antiga para as coisas do coração.
- E isso é ruim?
- É que eu prefiro sempre as mulheres no comando, em tudo. Mulher para presidente, mulher para dirigir, enfim, mulher não pode ser dependente de homem, a gente não evoluiu ainda! Mas você quer um homem.
- Um companheiro? Sim, eu quero.
- Pois é você se torna dependente assim.
Esse breve diálogo me fez pensar no quanto podemos ser livres e dependentes ao mesmo tempo, e isso tudo porque somos nós que fazemos nossas grades e as pintamos da cor que achamos melhor, isso quando não as deixamos descascar com a rotina.
Mas enfim, na verdade pensei mesmo no porquê de escrever tanto sobre relacionamentos e cheguei à conclusão de que escrevo porque as pessoas gostam de ler sobre isso, tanto quanto gostam de se apaixonar ou saber que alguém, mesmo que em outro canto do planeta, está sentindo a mesma coisa que ela sente ou já sentiu um dia.
Além disso, as mulheres têm mais facilidade de falar sobre seus sentimentos, já os homens não admitiriam ter levado um fora, ou viver uma desilusão por nada neste mundo, nem para o melhor amigo, o que dirá para um blog de acesso público como esse.
- Escrever é ótimo, se fosse você escreveria também, deve ter muita história para contar, ainda mais agora que está vivendo em outro país.
- Daqui pode até ser, mas não é sobre isso que gostaria de escrever, na verdade nem sei se quero escrever sobre alguma coisa.
- E por que não fala sobre as mulheres? Já que diz que eu falo tanto sobre os homens...
- Escrever sobre meu “sucesso” com as mulheres e meus relacionamentos?
- Exatamente! Eu não faço sucesso nenhum com os homens, mas isso me trouxe inspiração, por que não tenta?
- Eu? Nunca!
Como eu dizia, os homens jamais admitirão publicamente suas frustrações, pois como diz esse meu amigo, a frustração e a infelicidade são dele e de mais ninguém.
Aqui está mais uma grande diferença entre os homens e as mulheres. Mesmo após o término de uma relação, as mulheres tendem a viver uma dor dupla, pensam no outro e em como ele está, mesmo se for para odiá-lo ao saber que está bem, já os homens continuam individualistas, pensando neles e só neles, às vezes pensam no jogo de futebol do próximo final de semana e em qual amigo irão convidar para acompanhá-lo já que seu ingresso agora está disponível. E isso não quer dizer que ele não se importava com o relacionamento de vocês, mas os homens são mesmo assim, mais objetivos e indiscutivelmente racionais.
- A gente não nasceu para ser monogâmico, somos animais, apesar de sentir ciúmes e tudo. Somos animais com sentimentos. Você não pode querer uma pessoa só para você, porque ela nunca vai ser só sua.
- Você está falando de traição?
- Não, estou falando que a maior parte, de todos os relacionamentos, dará errado.
- E por que acha isso?
- Matemático.
Pois bem, os homens adoram uma probabilidade, sempre saberão qual a chance de seu time ser campeão, mas dificilmente pensarão nas chances do namoro virar casamento. Saberão calcular as chances de chegar a tempo em casa para ver o “show do intervalo”, mas nunca entenderão a diferença que aquele minuto a menos fez na sua maquiagem. Contarão as moedas para mais um hambúrguer, mas dificilmente comprarão para você um botão de rosa vendido em restaurantes. Os homens são assim, meramente racionais. E sem querer generalizar, diria que a maioria deles, confia mais nas probabilidades do que em seu próprio coração.
E olha eu aqui, novamente, falando sobre eles!

7 comentários:

Taline Libanio disse...

Em homenagem ao meu querido amigo Ulysses, saudades de você! Tá aí nossa "filha"..rsrs

Ulysses disse...

Nem acredito, e saiu no jornal ainda! Tou orgulhoso de voce. beijos!

Anônimo disse...

Bom falar sobre o que você escreve é meio difícil ainda mais no seu nível, pois escreve muito bem.
Mas vou tentar!
Bom, sei que o que escreve relata o atual cotidiano de nossas vidas, porém diz a uma curta visão onde só mostra os seus pensamentos.
Hoje a mulher apresenta uma grande independência, tanto financeira quanto de vida mesmo, você é um exemplo disso, mas o quero dizer que a mulher tem o poder de decidir de ser comandada ou comandar, pois a atual situação em que se encontram os homens eles só fazem o que imposto pelas mulheres.
A mulher que gosta de sua independecia dificilmente deixara o homem dirigir o dizer o que ela tem que fazer.
Nossos amigos e familiares sempre mostram que uma moeda sempre tem dois lados e são iguais (Cara e Coroa) eu Diria que O Homem e a Mulher são uma Moeda e que embora em lados diferentes sejam iguais.
E cada um faz o que tem que ser feito o fato de todos escolherem sempre a cara não influencia em nada.
Porem acredito que as mulheres são mais fortes e ao mesmo tempo mostram mais seus sentimentos, já os homens são fracos e escondem seus sentimentos.
Mas sei que todos são tão diferentes do que realmente parece.
Desculpe se disse algo errado, mas acho que fico muito legal o que escreve, mas nem tudo deve ser generalizado ou mesmo que cada um tem que mostrar o que realmente quer e que são independentes.

mateus disse...

Parabéns Taline !!!!!!!!!
Lembro que vc era sempre
a melhor aluna da classe,
e pelo jeito não mudou nada!!!
gostei muito , mas nem todos os homens são assim
parabéns!!!!!!

Taline Libanio disse...

Primeiramente agradeço sua visita no Blog e seu elogio ao texto. Escrever crônicas pode ter muitos significados, para mim é uma forma de desabafar e principalmente refletir sobre coisas do meu cotidiano, devido a isso concordo com você quando diz que só falo dos meus pensamentos,pois é exatamente isso. Evito usar a terceira pessoa nas crônicas, pois não tenho medo de mostrar aos leitores meus sentimentos, as impressões deixadas nos textos são reflexões de situações vivenciadas por mim e é claro que nem sempre agradarão ou serão de comum acordo com todos os leitores.
Achei interessante sua comparação do homem e mulher com uma moeda, mas diria que não são iguais, a escolha da cara e coroa pode fazer muita diferença sim, por exemplo para definir o início de uma partida de futebol,a meu ver, nossas escolhas sempre gerarão renúncias e por isso sempre influenciarão em nossas vidas e na vida das pessoas que nos rodeiam. As mulheres mesmo que mais independentes tendem a manter um romantismo antigo, fruto de nossa cultura inclusive, do mesmo modo que os homens tem mais dificuldade de expressar seus sentimentos, contudo, não digo ser assim sempre ou ser isso certo ou não, pois como você mesmo diz, não devemos generalizar. Aliás, se observar o último trecho da crônica digo exatamente isso, sem querer generalizar, afinal todos somos unos e múltiplos, cada qual com suas impressões e ações e é isso que faz a graça do mundo!
Quanto as desculpas, não são necessárias, você não disse nada errado, adorei o comentário crítico, espero que continue escrevendo! Abraços!

Anônimo disse...

Os homens são fáceis de afastar. Basta não nos aproximarmos.
Drica Lupianhes

nacris disse...

Oi, Taline!!
Puxa, vc pegou mesmo bem o espírito da coisa!! Adorei a parte em que vc fala sobre as mulheres sofrerem "duplamente"... é bem verdade mesmo!! rsrs.
Você está de parabéns! Escreve muuuito bem!! Eh gostoso ler suas cronicas!!
Beijos.
Nádia.