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domingo, 8 de agosto de 2010

Ah! Se São Tomé fosse vivo...


Confesso que antes de sentar na frente deste computador estava certa de que lhes escreveria algo realmente raro, inusitado, inacreditável, mais uma daquelas coisas que só acontecem comigo ou quando estou por perto. Mas desta vez o mérito não é só meu, dei uma rápida pesquisada na internet e descobri que meu conto inédito é na verdade mais comum do que se imagina.
Contudo, não é assim tão comum que não mereça um relato, então vou prosseguir, certa de que este texto servirá ainda como um alerta aos motoristas de plantão. Explicações dadas, vamos aos fatos.
Não retornava para a cidade natal há quase um mês, quando cheguei tive pouco tempo para tantas novidades, mas ainda assim tentei ao máximo aproveitá-las, afinal cada dia ao lado da família é sagrado, especialmente quando se mora longe do “lar doce lar”.
Na ânsia de poder falar o tempo todo com todo mundo acompanhei minha irmã em uma das tardes em suas andanças pela cidade me aproveitando da sua companhia e de sua habilidade no volante para atender algumas necessidades: supermercado, farmácia, visita aos tios, enfim.
Depois de rodar por quase quatro horas de cá e de lá, aqui e acolá estacionamos na garagem de casa e ao descer do carro sentimos um cheirinho estranho. Não chegava a ser cheiro de queimado, mas era quase. Resolvemos por bem chamar meu pai para dar uma olhadinha no carro, afinal não conheço nada de mecânica automobilística e talvez pudesse ter algum truque que desconheciamos.
Meu pai chegou perto do carro, afirmou que sentia o tal cheirinho, andou pelos lados do automóvel e nos disse:
- Já abriram o capô?
- Não. Será que tem algo de errado?
- Vamos abrir para ver.
Não me atrevi a abrir o capô, mas estava ali, de olhos bem abertos quando ele foi aberto e além do motor e de todo o resto pude ver um gato, isso mesmo, um gato preto, peludo e enorme enfiado no motor.
No mesmo instante meu pai deu um pulo tentando desviar do meu vulto e dos meus gritos que me acompanhavam enquanto corria para a sala e quase me escondia atrás do sofá, certa de que tinha visto um gato morto.
Felizmente o bichano não havia morrido, creio que deva ter perdido apenas uma ou duas das sete vidas que dizem possuir, pois correu bem vivo quando foi cutucado por uma vassoura.
Confesso que fiquei em estado de choque por alguns instantes. Mas será possível um gato dentro do motor do carro? Tudo bem que ali é quentinho, mas nem estava tão frio assim. Sem contar o sufoco que ele passou por todo o tempo que andávamos de cá e de lá pela cidade. Por que ele não miou?! Será que estava gostando do passeio?!
Não sei a resposta para nenhuma destas perguntas, mas me tranquilizei ao saber que isso é mais comum do que se imagina. Já estava achando que era perseguição, uma sexta-feira, de agosto (e olha que não era treze), um gato preto enorme enfiado no meio do motor do carro, parece mandinga, não é?
Mas não é. Encontrei inúmeras reportagens de cobras, ratos e muitos, muitos gatos que se enfiaram no motor de automóveis em busca de calor ou de uma aventura qualquer (quem vai saber?).
Apesar do susto, que rendeu risadas o último dia deste longo final de semana tenho certeza que tirei disso tudo uma grande lição. Antes de sair verifique o óleo, a água, o farol e o gato. Caso não esteja bem posicionado o acomode bem, afinal o bichano também é filho de Deus e tem todo o direito de dar suas voltinhas e arriscar-se como qualquer um de nós, pobres mortais.
Ah! E para quem não acreditou na história, tenho provas e testemunhas do fato. Não perdi a oportunidade de fotografar a cena antes do gato ser acordado, afinal tenho uma mãe que é pior que São Tomé, só vendo para crer, e ela merecia saber com detalhes desta história!


Ilustração de: Gabriel Vicente.

3 comentários:

Isabel disse...

rsrs...adorei... um lugar quentinho...um gato...

Alexandre disse...

HAHAHA, ISSO SO PODERIA PASSAR NO CARRO DA GROSSA...APOSTO Q ELA COLOCOU O POBRE GATINHO NO MOTOR, HAHA, IMAGINO A CARA DO SEU PAI QDO VIU, A SUA ENTAO...
QUERO VER A FOTO DESSE GATO. MAS EU SEI O Q O GATO ESTAVA FAZENDO DENTRO DO CARRO, ESTAVA ESPERANDO O "MACACO"...HIHIHI

Marly Meyre disse...

kkkkkkk

na verdade é muito comum mesmo.
comigo ja aconteceu tambem.
hehe
acredite...ate um beija flor viajou de Estreito a Furnas no carro de minha irm~]a.

bjks no seu coração