
Nunca tive medo de escrever sobre meus sentimentos, nem mesmo fiz questão de escondê-los de quem quer que fosse, por acreditar que todos nós, mesmo aqueles que tentam se esconder, são mais transparentes do que água cristalina.
Cedo ou tarde sempre a capa cai. Hora ou outra sempre deixamos escapar nosso sentimento, naquele sorriso forçado, na lágrima que escorre sem querer, no nó que se forma na garganta. É inevitável! Quando se fala de amor ou da falta dele, não há coração capaz de segurar sua expressão, ela foge e fica ali, na vista dos olhos de qualquer um.
É por isso que novamente me coloco na porta da frente para fazer deste espaço minha terapia, meu aprendizado e poder com as entrelinhas desse texto, amenizar mais uma decepção amorosa.
Existem amores que não escolhemos viver, que chegam a cavalo, de forma fulminante, nos tiram do chão e nos fazem acreditar que aquela história de felicidade eterna não é assim uma bobagem. Chegamos a acreditar que os problemas não existem e que os passarinhos verdes realmente ficam ao nosso redor, nos fazendo rir de tudo, mesmo sem motivo aparente.
Mas (e sempre tem um “mas”), muitos amores – mesmo esses que parecem de novela, não se suportam e desmoronam tal qual castelo de areia num piscar de olhos. E o motivo para tanta desilusão é... Qual é mesmo? Hum... Ainda não descobri, mas estou em uma pesquisa intensa para o entendimento desse sentimento que vive no meu encalço, mas que praticamente desconheço: o desamor.
E quando digo que dele pouco conheço, é justamente porque a mim sempre coube a parte de amar demais, é tanto amor que nunca senti desamor por ninguém. Acontece que o fato de amarmos alguém não quer dizer que teremos esse afeto retribuído, e se nos retribuem, não necessariamente é na mesma intensidade, e é assim que o desamor acaba se instalando... Por vezes sem nem mesmo ter me declarado ele se apresentava e dizia: Cai fora, aqui não tem amor para você!
Inúmeras vezes tentei ignorá-lo e fingir que estava tudo sob controle, deixando os dias nebulosos para traz e trazendo mais motivos para sorrir do que para pensar na possibilidade de um: Adeus, cai fora, se manda, dane-se, some da minha vida...
Mas o desamor quando chega, não deixa espaço para sentimento colorido algum. É um tal de carregar a tristeza e a impotência para dentro do peito e mandar a alegria e a coragem embora que vou te contar.
E quando ele chega é um Deus nos acuda! Uma necessidade de encontrar culpados, de deixar arrependimento, de derrubar a autoestima, de injetar mágoa, dor, saudade... Tudo em uma intensidade assustadora, capaz de fazer com que a mulher mais linda do mundo sinta-se a pior delas, um lixo, um zero a esquerda, um nada.
E por vezes, ainda existe uma tentativa de nos fazer sentir bem, nos obrigando a ouvir frases do tipo: eu não te mereço! Você é extraordinária, mas...! Eu tenho certeza de que vou me arrepender, mas...! Você merece alguém que te faça feliz!
E para cada uma dessas frases nasce um emaranhado de perguntas, muitas vezes sem resposta, entre elas: o que tenho de errado? Por que comigo? O que foi que eu fiz? Será que ele tem outra? Se sou tão maravilhosa assim, por que está terminando? Vai se arrepender? Então não termina!
E quando as perguntas acabam, começa o terrível sentimento de culpa: Não devia ter ficado com ciúme aquele dia; Não devia ter saído com as amigas; Não devia ter pintado o cabelo; Não devia ter comprado aquele sapato (tudo, até mesmo o sapato, acaba sendo motivo para o desamor); e por ai vai...
Quem nunca passou por isso antes?! Se não passou, lamento, mas vai passar, é inevitável. Assim como o primeiro amor, o primeiro desamor também é alheio a planejamento, não se sabe como, onde, nem por que, mas um dia ele aparece. Quando chega só nos resta viver, cada um desses sentimentos até o fim, da forma mais eterna possível, para que as perguntas acima não tenham um peso tão significativo caso o final não seja feliz.
É claro que viver o amor é bem mais interessante do que curtir um desamor. Mas se ele chegar o que você vai fazer? Morrer?! Nananinanão! Levante a cabeça, recolha os cacos do chão, pegue uma supercola (colo de mãe e papo com amigos funcionam bem) e deixe seu coração impecável, pronto para outro amor (mesmo que isso signifique um desamor a cavalo como sequência).
A verdade é que sou prova viva de que o que não nos mata nos fortalece. Já me decepcionei tanto, tantas vezes, já me contentei com tantas migalhas de amor, já me dediquei tanto ao outro, esquecendo-me muitas vezes de quem eu era que hoje me vejo mais fortalecida do que nunca.
Cheguei a acreditar que havia perdido a capacidade de amar, depois de tanta desilusão, mas a vida se apresenta nova a cada dia e eu quero primavera no meu coração, mesmo que para isso tenha que fazer do desamor um companheiro insaciável.
Então é isso... Com certeza terei uma crise de baixa autoestima, vou chorar rios de lágrimas e passar por todas as fases do desamor já citadas anteriormente, mas o que realmente importa é que eu nunca vou deixar de sonhar. E um dia, vou viver um amor real, daqueles de dar inveja até em roteiro de hollywood, ah se vou!
Cedo ou tarde sempre a capa cai. Hora ou outra sempre deixamos escapar nosso sentimento, naquele sorriso forçado, na lágrima que escorre sem querer, no nó que se forma na garganta. É inevitável! Quando se fala de amor ou da falta dele, não há coração capaz de segurar sua expressão, ela foge e fica ali, na vista dos olhos de qualquer um.
É por isso que novamente me coloco na porta da frente para fazer deste espaço minha terapia, meu aprendizado e poder com as entrelinhas desse texto, amenizar mais uma decepção amorosa.
Existem amores que não escolhemos viver, que chegam a cavalo, de forma fulminante, nos tiram do chão e nos fazem acreditar que aquela história de felicidade eterna não é assim uma bobagem. Chegamos a acreditar que os problemas não existem e que os passarinhos verdes realmente ficam ao nosso redor, nos fazendo rir de tudo, mesmo sem motivo aparente.
Mas (e sempre tem um “mas”), muitos amores – mesmo esses que parecem de novela, não se suportam e desmoronam tal qual castelo de areia num piscar de olhos. E o motivo para tanta desilusão é... Qual é mesmo? Hum... Ainda não descobri, mas estou em uma pesquisa intensa para o entendimento desse sentimento que vive no meu encalço, mas que praticamente desconheço: o desamor.
E quando digo que dele pouco conheço, é justamente porque a mim sempre coube a parte de amar demais, é tanto amor que nunca senti desamor por ninguém. Acontece que o fato de amarmos alguém não quer dizer que teremos esse afeto retribuído, e se nos retribuem, não necessariamente é na mesma intensidade, e é assim que o desamor acaba se instalando... Por vezes sem nem mesmo ter me declarado ele se apresentava e dizia: Cai fora, aqui não tem amor para você!
Inúmeras vezes tentei ignorá-lo e fingir que estava tudo sob controle, deixando os dias nebulosos para traz e trazendo mais motivos para sorrir do que para pensar na possibilidade de um: Adeus, cai fora, se manda, dane-se, some da minha vida...
Mas o desamor quando chega, não deixa espaço para sentimento colorido algum. É um tal de carregar a tristeza e a impotência para dentro do peito e mandar a alegria e a coragem embora que vou te contar.
E quando ele chega é um Deus nos acuda! Uma necessidade de encontrar culpados, de deixar arrependimento, de derrubar a autoestima, de injetar mágoa, dor, saudade... Tudo em uma intensidade assustadora, capaz de fazer com que a mulher mais linda do mundo sinta-se a pior delas, um lixo, um zero a esquerda, um nada.
E por vezes, ainda existe uma tentativa de nos fazer sentir bem, nos obrigando a ouvir frases do tipo: eu não te mereço! Você é extraordinária, mas...! Eu tenho certeza de que vou me arrepender, mas...! Você merece alguém que te faça feliz!
E para cada uma dessas frases nasce um emaranhado de perguntas, muitas vezes sem resposta, entre elas: o que tenho de errado? Por que comigo? O que foi que eu fiz? Será que ele tem outra? Se sou tão maravilhosa assim, por que está terminando? Vai se arrepender? Então não termina!
E quando as perguntas acabam, começa o terrível sentimento de culpa: Não devia ter ficado com ciúme aquele dia; Não devia ter saído com as amigas; Não devia ter pintado o cabelo; Não devia ter comprado aquele sapato (tudo, até mesmo o sapato, acaba sendo motivo para o desamor); e por ai vai...
Quem nunca passou por isso antes?! Se não passou, lamento, mas vai passar, é inevitável. Assim como o primeiro amor, o primeiro desamor também é alheio a planejamento, não se sabe como, onde, nem por que, mas um dia ele aparece. Quando chega só nos resta viver, cada um desses sentimentos até o fim, da forma mais eterna possível, para que as perguntas acima não tenham um peso tão significativo caso o final não seja feliz.
É claro que viver o amor é bem mais interessante do que curtir um desamor. Mas se ele chegar o que você vai fazer? Morrer?! Nananinanão! Levante a cabeça, recolha os cacos do chão, pegue uma supercola (colo de mãe e papo com amigos funcionam bem) e deixe seu coração impecável, pronto para outro amor (mesmo que isso signifique um desamor a cavalo como sequência).
A verdade é que sou prova viva de que o que não nos mata nos fortalece. Já me decepcionei tanto, tantas vezes, já me contentei com tantas migalhas de amor, já me dediquei tanto ao outro, esquecendo-me muitas vezes de quem eu era que hoje me vejo mais fortalecida do que nunca.
Cheguei a acreditar que havia perdido a capacidade de amar, depois de tanta desilusão, mas a vida se apresenta nova a cada dia e eu quero primavera no meu coração, mesmo que para isso tenha que fazer do desamor um companheiro insaciável.
Então é isso... Com certeza terei uma crise de baixa autoestima, vou chorar rios de lágrimas e passar por todas as fases do desamor já citadas anteriormente, mas o que realmente importa é que eu nunca vou deixar de sonhar. E um dia, vou viver um amor real, daqueles de dar inveja até em roteiro de hollywood, ah se vou!
“ (...)Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo...”
(Trecho do Poema: O Amor - Gibran Kahlil Gibran)
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo...”
(Trecho do Poema: O Amor - Gibran Kahlil Gibran)
Ilustração disponível: www.umsabadoqualquer.com





